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Girl dinner: o que é o jantar improvisado que virou febre no TikTok?

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Sabe aquele jantar em que você abre a geladeira, pega queijo, fruta, torrada, azeitona, talvez um restinho de alguma coisa, coloca tudo no prato e chama de refeição? O TikTok deu nome a isso: girl dinner.

A trend viralizou justamente porque gera muita identificação: pouca louça, zero vontade de cozinhar e uma mistura de petiscos que, de algum jeito, resolve a fome. 

Mas, junto com o humor e a identificação, veio também uma pergunta importante: esse tipo de refeição é só praticidade ou pode acabar virando um problema de saúde?

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Tábua de petiscos com frutas, queijos, castanhas, salgadinhos e embutidos, representando a tendência girl dinner.
O girl dinner viralizou como uma forma prática de montar o jantar com petiscos | Designed by Magnific

Girl dinner: o que é essa tendência?

O girl dinner é, basicamente, um jantar montado com pequenas porções de alimentos simples, quase sempre sem fogão, sem receita e sem muita regra. Em vez de preparar um prato tradicional, a pessoa junta o que tem disponível: queijos, frutas, torradas, castanhas, frios, patês, azeitonas ou sobras da geladeira.

A trend ganhou força no TikTok depois que a criadora Olivia Maher usou o termo para mostrar uma refeição improvisada com itens como pão, queijo e outros acompanhamentos simples, algo parecido com uma tábua de petiscos. 

Por que o girl dinner viralizou tanto?

O girl dinner viralizou porque conversa bem com a rotina de muita gente. Depois de um dia cheio, abrir a geladeira, pegar alguns alimentos prontos e montar um prato sem cozinhar soa quase como um alívio.

No TikTok, esse improviso ganhou charme e uma estética própria: frutas cortadas, queijos, torradas, pastinhas, snacks, sobras bem aproveitadas e pratos montados sem esforço. Parece simples e fácil de fazer, o que ajuda a explicar por que tanta gente entrou na brincadeira.

O ponto é que, quando uma ideia tão simples assim viraliza, começam a surgir versões muito diferentes. E é nessa diferença que mora a discussão sobre saúde que envolve essa tendência.

Quando o girl dinner pode virar problema?

Uma refeição com queijo, frutas, torradas, ovos, vegetais e castanhas, por exemplo, pode ser simples, prática e ainda assim nutritiva. Entretanto, se torna preocupante quando a trend ganha versões pequenas demais, repetitivas ou baseadas quase só em snacks.

Em muitas combinações que viralizaram, alguns pratos até parecem nutritivos à primeira vista, mas acabam deixando faltar partes importantes de uma refeição. Entre os pontos que merecem mais atenção estão:

  • proteína, que ajuda na saciedade e participa da manutenção dos músculos;
  • fibras, presentes em frutas, vegetais, grãos e sementes;
  • variedade, porque comer sempre os mesmos itens limita a oferta de nutrientes;
  • quantidade adequada, já que um jantar muito pequeno pode não sustentar até o dia seguinte.

Além disso, existe um cuidado extra com a mensagem que essa trend pode passar. Pois quando refeições pobres nutricionalmente são apresentadas como algo “fofo”, “leve” ou desejável, isso pode acabar normalizando a ideia de comer pouco como se fosse um comportamento ideal.

Existe girl dinner saudável?

Sim, girl dinner saudável existe. Mas ele precisa ser mais do que um prato bonito com alguns petiscos espalhados. A ideia pode continuar simples, rápida e sem utilizar fogão, desde que a combinação possa substituir uma refeição.

A pergunta a se fazer é simples: esse prato é nutritivo ou só vai disfarçar a fome por alguns minutos? Um girl dinner com queijo, fruta, torrada, ovos e castanhas, por exemplo, pode fazer sentido. Já versões baseadas quase só em petiscos tendem a deixar a refeição ineficaz do ponto de vista nutricional.

O que não pode faltar no prato

Especialistas em nutrição destacam que uma versão saudável deve incluir proteína, fibras, vegetais e alguma fonte de gordura saudável. Essa variedade ajuda a transformar o improviso em uma refeição mais completa, sem sair dos padrões da trend.

Esse padrão de refeição está de acordo, inclusive, com o guia alimentar para a população brasileira, do Ministério da Saúde.Também não precisa ser rigoroso. Pode ter pão, queijo, fruta, frango desfiado, cenoura, iogurte, castanhas ou o que estiver disponível.

O mais importante é que o prato não seja apenas “qualquer coisa para comer”, mas uma combinação prática, gostosa e saudável.

Como montar um girl dinner equilibrado 

Para deixar o girl dinner mais equilibrado, não é preciso transformar o prato em uma receita mega elaborada. A lógica é simples: unir alimentos que tragam saciedade, variedade e prazer, sem perder a praticidade da trend.

Uma forma fácil de montar o prato é combinar:

  • uma fonte de proteína, como ovo cozido, frango desfiado, atum, queijo, iogurte natural ou homus;
  • um alimento que sustente mais, como pão, torrada, wrap, batata, arroz que sobrou ou granola;
  • algum item com fibras, como frutas, tomate, pepino, cenoura, folhas ou sementes;
  • uma gordura boa ou complemento, como azeite, castanhas, abacate ou pasta de amendoim;
  • um toque de prazer, como um queijo favorito, uma geleia, um snack ou um pedaço de chocolate.

Na prática, isso pode virar um prato com torradas, queijo, ovo cozido, tomate, uvas e castanhas. Ou uma versão com pão, pepino, cenoura, azeitonas e fruta. O importante aqui é que o girl dinner continue simples, mas não dependa só de ultraprocessados.

Exemplos de girl dinners que viralizaram

Na prática, o girl dinner costuma variar bastante. Em alguns vídeos, ele parece uma tábua de petiscos montada sem esforço. Em outros, vira quase uma piada sobre abrir a geladeira, juntar o que sobrou e aceitar que aquele será o jantar da noite.

Essa variedade é justamente o que tornou a trend tão comentada. Ela mostra que o girl dinner pode ser uma refeição simples, mas também pode aparecer em versões “preguiçosas” que são pouco nutritivas.

O prato que ajudou a criar a trend

Um dos exemplos mais citados é o vídeo de Olivia Maher, associado à origem da trend. Nele, ela mostra uma combinação simples, com uvas, queijo, manteiga, cornichons e pão, comparando a refeição a algo como um jantar de “camponês medieval”. 

A cena resume bem o espírito inicial do girl dinner: pouca preparação, alimentos fáceis de juntar e uma refeição sem cara de prato tradicional.

A versão “tábua improvisada”

Em outras publicações, o girl dinner aparece mais próximo de uma tábua de petiscos feita com o que já havia na cozinha. A Bon Appétit citou vídeos que mostram combinações com crackers, picles, fatias de salame, guacamole, morangos e até tortilhas recheadas com presunto e queijo. 

Nesses exemplos, o charme está justamente no improviso: pegar coisas que já estavam disponíveis na cozinha e montar um prato que resolve o jantar sem precisar cozinhar.

O exemplo que gerou alerta

Também houve críticas a versões muito pequenas e com poucos itens, que foram usadas como exemplo de como essa trend pode acabar desviando para uma mensagem problemática em termos de nutrição. 

A People citou um vídeo em que uma usuária questionava os pratos formados por poucas bolachas, duas fatias de presunto, alguns picles e azeitonas, mostrando que, em algumas versões, o prato parecia pequeno demais para servir como jantar.

Afinal, o girl dinner é saudável ou não?

O girl dinner não precisa ser tratado como vilão, nem como solução perfeita para a rotina. Ele pode ser apenas uma opção prática de refeição simples em um dia corrido, desde que o prato tenha variedade suficiente para sustentar e nutrir.

Essa prática só se torna preocupante quando começa a romantizar combinações pobres em nutrientes. No fim, a melhor versão do girl dinner é aquela que mantém a praticidade da trend, mas não esquece o básico: comida precisa caber na rotina, ser gostosa e também saudável.

Natalia Castilho

Olá, muito prazer. Me chamo Natália e tenho 26 anos, sou formada em jornalismo pela UNIFAAT e possuo MBA em Marketing pela USP-Esalq. Desde pequena eu AMO escrever, não foi a toa que eu escolhi trabalhar com comunicação, mas foi no marketing que me encontrei como profissional. Em 2019 eu passei 1 ano nos Estados Unidos e pude aprender inglês e estudar sobre marketing em Stanford (a realização de um sonho) e até hoje colho os frutos positivos dessa experiência. E é por isso que decidi fazer um mestrado no Canadá. Recentemente, em conversa com uma amiga, percebemos que estávamos perdendo tempo por não produzir conteúdo e foi assim que o Saúde em Pauta nasceu. Hoje, dedico meu tempo à criação de conteúdo para blogs, redes sociais e também trabalho com gerenciamento de projetos digitais (multi-tarefas que fala, né?). Estou animada para compartilhar meus conhecimentos aqui neste blog, quem vem comigo?