Saúde

Exame FIT para câncer de intestino: o novo teste que chegou ao SUS

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Você já deve ter ouvido falar no exame FIT para câncer de intestino. Ele virou assunto depois que o Ministério da Saúde anunciou o teste como novo padrão de rastreamento do SUS, e a repercussão ganhou ainda mais força quando o Bem Estar, da Globo, explicou o novo protocolo para o público.

Neste guia, você vai entender para quem esse exame é indicado, como funciona a coleta e o que fazer quando o resultado sai. Também mostro onde encontrá-lo, tanto pelo SUS quanto na rede particular, e por que a detecção precoce pode mudar todo o rumo do tratamento do câncer colorretal.

Mulher forma um coração com as mãos sobre a barriga, em referência ao cuidado com a saúde intestinal
Cuidar da saúde intestinal começa com atenção ao próprio corpo, e pode incluir exames simples como o FIT | Designed by Magnific

O que é o exame FIT para câncer de intestino 

O FIT é a sigla para teste imunoquímico fecal. Ele usa anticorpos que reconhecem especificamente hemoglobina humana nas fezes, capazes de identificar sangue que você não veria a olho nu, mesmo em quantidades mínimas.

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Essa especificidade separa o FIT do exame de sangue oculto tradicional, feito pelo método do guaiaco, que reagia a qualquer traço de sangue, inclusive o de carne vermelha ingerida dias antes. Por isso, esse modelo antigo exigia dieta restrita antes da coleta, preparação que você não precisa mais seguir.

A sensibilidade também mudou: a versão anterior detectava alterações em cerca de 50% dos casos, contra 85% a 92% do FIT. Para você, isso se traduz em bem menos chance de um resultado “normal” esconder algo que precisaria de atenção.

Essa tecnologia, aliás, não é novidade: laboratórios particulares já oferecem o FIT há anos. O que muda agora é a entrada dele como protocolo oficial do SUS, ampliando o acesso para milhões de brasileiros que dependem só da rede pública.

Para quem o exame é indicado 

Se você tem entre 50 e 75 anos e não sente nenhum sintoma, esse é o grupo que o exame foi pensado para alcançar. O risco de câncer colorretal aumenta a partir dessa faixa etária, e foi por isso que o Ministério da Saúde escolheu esse recorte para o rastreamento pelo SUS.

Mais de 40 milhões de brasileiros passam a ter acesso ao exame pela rede pública. Hoje, apenas 20% a 30% da população-alvo costuma se examinar periodicamente pelo SUS, e um teste mais simples tende a facilitar essa adesão.

Se você sente sintomas como sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal ou dor abdominal recorrente, procure um médico diretamente. O mesmo vale se você tem histórico familiar de câncer colorretal, caso em que o rastreamento costuma precisar começar mais cedo.

Como é feito o exame FIT 

A coleta em casa

Você recebe o kit na unidade de saúde: um tubo com solução conservante, já com instruções para levar para casa. A coleta é de uma amostra única, feita em dias sem menstruação ou sangramento ativo por hemorroidas, que podem interferir no resultado. Depois, é só devolver o material ao laboratório em até 24 horas, mantido em local fresco.

O que acontece com o resultado

Você recebe o kit na unidade de saúde, com tubo e solução conservante inclusos. Em casa:

Coleta: uma única amostra de fezes.
Momento certo: evite dias de menstruação ou sangramento ativo por hemorroidas, que podem interferir no resultado.
Envio: leve o material ao laboratório em até 24 horas, guardado em local fresco.

Você recebe o resultado em até 15 dias. Se ele vier positivo, ou seja, com sangue acima do limite considerado normal, o próximo passo é a colonoscopia, exame que permite ver o intestino por dentro e já remover pólipos suspeitos na mesma hora.

Um resultado positivo não significa câncer confirmado, só que existe algo a investigar melhor. Sangramentos por hemorroidas ou fissuras, por exemplo, também podem aparecer no exame, e a colonoscopia serve justamente para diferenciar essas causas.

Já um resultado negativo não significa que você está livre para sempre: o protocolo prevê nova coleta periodicamente, porque o objetivo é manter vigilância ao longo dos anos, não checar uma única vez.

Onde encontrar o exame FIT 

Pelo SUS

A implementação começou no segundo semestre de 2026, mas de forma gradual: a disponibilidade ainda varia bastante entre municípios, já que cada rede local se organiza no seu próprio ritmo.

Se você depende do SUS, o caminho é confirmar na UBS mais próxima ou na secretaria de saúde do seu município se o exame já chegou à sua região. Uma vez disponível, ele é gratuito, como todo exame de rastreamento oferecido pela rede pública.

Na rede particular

Na rede particular, é mais simples: você encontra o FIT há anos em laboratórios por todo o país, muitas vezes sem precisar de pedido médico. Antes de agendar, confirme a cobertura pelo seu convênio, já que os planos variam bastante nesse ponto.

Essa também costuma ser a opção mais rápida se você não quiser esperar o protocolo chegar à sua cidade pelo SUS, ou se estiver fora da faixa etária padrão mas com outros fatores de risco a considerar.

Por que a detecção precoce faz diferença 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no período 2026-2028. É um dos tumores com maior potencial de prevenção e detecção precoce: a maioria dos casos começa como um pólipo benigno, que pode levar anos para se transformar em câncer.

Essa demora entre o pólipo e o câncer é o que abre uma janela real para você intervir antes que o problema avance. Mesmo assim, mais da metade dos diagnósticos no Brasil ainda acontece em estágio avançado, quando o tratamento fica mais complexo. 

Programas de rastreamento organizado, viabilizados por testes como o FIT, costumam reduzir a mortalidade por câncer colorretal em até 40% a 60% ao longo de uma década.

Agora, a decisão é sua

Poucas mudanças na saúde pública pedem tão pouco do paciente quanto essa: um exame simples que pode identificar um problema sério logo no início. A decisão de fazer ou não fica com você, mas agora você já tem a informação que faltava.

Esse exame cobre uma parte específica da sua saúde intestinal. Se você quiser entender o quadro completo, desde a digestão até a imunidade, [Saúde intestinal: como o seu intestino influencia todo o seu corpo] é um bom próximo passo. Marcar esse exame, de verdade, costuma ser mais rápido do que ficar adiando

Dúvidas frequentes sobre o exame FIT

O que é o exame FIT?

O FIT (teste imunoquímico fecal) é um exame de fezes que detecta sangue oculto usando anticorpos específicos para hemoglobina humana. Os profissionais de saúde usam o FIT para rastrear o câncer colorretal em pessoas sem sintomas.

Quem deve fazer o exame FIT?

O exame é indicado se você tem entre 50 e 75 anos e não sente sintomas. Caso sinta sangramento ou tenha histórico familiar de câncer colorretal, procure um médico diretamente.

Como é feita a coleta do exame FIT?

Você faz a coleta em casa com um kit fornecido pela unidade de saúde.
Você coleta uma única amostra de fezes e leva ao laboratório em até 24 horas.

Resultado positivo no exame FIT significa câncer?

Não necessariamente. Um resultado positivo indica sangue nas fezes, que pode ter causas benignas como hemorroidas ou fissuras. Nesses casos, a colonoscopia é indicada para investigar a causa exata.

O exame FIT é gratuito pelo SUS?

Sim. O FIT passou a ser o exame de referência do SUS para rastreamento do câncer colorretal. O SUS iniciou a implementação gradual no segundo semestre de 2026 e oferece o exame sem custo para o paciente.

Natalia Castilho

Olá, muito prazer. Me chamo Natália e tenho 26 anos, sou formada em jornalismo pela UNIFAAT e possuo MBA em Marketing pela USP-Esalq. Desde pequena eu AMO escrever, não foi a toa que eu escolhi trabalhar com comunicação, mas foi no marketing que me encontrei como profissional. Em 2019 eu passei 1 ano nos Estados Unidos e pude aprender inglês e estudar sobre marketing em Stanford (a realização de um sonho) e até hoje colho os frutos positivos dessa experiência. E é por isso que decidi fazer um mestrado no Canadá. Recentemente, em conversa com uma amiga, percebemos que estávamos perdendo tempo por não produzir conteúdo e foi assim que o Saúde em Pauta nasceu. Hoje, dedico meu tempo à criação de conteúdo para blogs, redes sociais e também trabalho com gerenciamento de projetos digitais (multi-tarefas que fala, né?). Estou animada para compartilhar meus conhecimentos aqui neste blog, quem vem comigo?